Glen Garioch 1994 vintage – Quase o fim de uma era

Quando a famosa destilaria de Glen Garioch (pronuncia-se glim guiri) foi parada em 1995 depois de 198 anos de produção, acabou um legado de doces uísques levemente turfados, unicamente maltados. Agora, uma das últimas destilações feitas antes de parar, o Glen Garioch 1994 vintage (US$ 109,99), foi lançado. Tendo gasto 17 anos em barris de carvalho norte-americano acostumados com bourbon, esse uísque de tonel, não filtrado no frio, teor alcoólico de 53.9% é remanescente de épocas antigas.

Esfumaçado gentilmente com peras, amêndoas, e um toque de frutas secas e algas, dá origem a uma dose levemente forte melhor degustada com gelo. Apesar de destilaria ter sido reaberta em 1997 após ser comprada pela japonesa Suntory em tempos de celebrar o aniversário de dois séculos, a cevada maltada não é mais secada com turfas. Portanto, o a densidade característica de 1994 não existe mais.

Capturando a República Dominicana em um copo

Puerto Plata não é apenas um lugar de férias em moda na República Dominicana. É também a casa de Brugal, o mais popular rum do Caribe, mas sendo cada vez mais conhecido nos Estados Unidos e também na Europa. Apesar de outros tipos estarem disponíveis, é Brugal Extra Viejo de teor alcoólico 41% (US$ 25,99) que melhor captura a essência desse clássico dominicano. Com sua tonalidade âmbar-dourado médio e sabores de frutas adocicadas com um leve toque achocolatado, pode ser degustado ao gelo, ou seco com uma fatia de abacaxi, e ainda mais tradicional, farpas de cana.

A Brugal foi fundada em 1888 por Don Andrés Brugal Montaner, e hoje a quarta e quinta gerações continuam a tradição de usarem recursos locais, do plantio à colheita da cana, ao envelhecimento em barris e engarrafamento dos runs. A dupla destilação ocorre nas duas destilarias da Brugal em San Pedro de Macoris, enquanto os barris cheios são envelhecidos no clima praiano de Puerto Plata, onde monções oceânicas mornas permeiam os cascos de carvalho e imprimem uma suave textura caribenha ao rum, uma característica distinta nessa nação-ilha, e melhor experimentada no Extra Viejo.

Founder’s Reserve da Glenlivet

Glenlivet, a segunda marca de uísque unicamente maltado mais vendida do mundo (Glenfiddich é a número um), está globalmente focada em galgar mais uma posição na lista de vendas. Para conseguir esse objetivo, a empresa investiu US$ 15 milhões na expansão de sua destilaria, que incluem seis novos alambiques de cobre, e aumentará a produção em 75%.

Para celebrar, a Glenvilet lança a edição limitada Founder’s Reserve de uísque unicamente maltado (US$ 375,00). Apenas 1.824 garrafas individualmente numeradas foram produzidas, em homenagem à fundação em 1824 por George Smith e a primeira licença para destilarias da Escócia. Originada das mãos do recém empossado mestre destileiro Alan Winchester de alguns dos barris mais saborosos da celebrada adega, em filtragem sem friagem, o Founder’s Reserve está repleto de doce de laranja, frutas secas, caramelo adocicado, junto das conhecidas notas florais Glenvilet.

A expansão Glenvilet

A destilaria escocesa Glenlivet investiu £10 milhões em um anexo recentemente adicionado à fábrica principal, um esforço de Pernord Ricard para tomar o primeiro lugar de vendas dos uísques unicamente maltados de Glenfiddich.

Parte externa da expansão Glenlivet

Parte externa da expansão Glenlivet

Falar dessa aglomeração de seis novos destiladores impecáveis, oito cubas e um tonel triturador gigantesco como uma “expansão” é diminuir a ambição de Glenlivet.

Tonel triturador de Glenlivet

Tonel triturador de Glenlivet

Na verdade, a expansão poderia facilmente funcionar como uma destilaria completamente separada da fábrica existente, se a empresa quisesse. É maior que boa parte da destilarias existentes da Escócia, e foi projetada para suprir a demanda para destilados da Glenlivet até 2100. O aumento em 75% na capacidade adiciona à produção 4,5 milhões de litros anuais.

Novos alambiques da Glenlivet

Novos alambiques da Glenlivet

Chivas brinda uma dose aos canhões da rainha britânica

Em 1843, Chivas Brothers — uma luxuosa mercearia pertencente a John e James Chivas em Aberdeen, Escócia — ganhou a Royal Warrant da rainha Victoria como fornecedora à majestade, e a marca tem mantido a associação com a família real britânica desde então. Os irmãos começaram a produzir uísque na década de 1850, e quando a rainha Elizabete II foi coroada em 1953, a Chivas Brothers criou uma nova marca de uísques especiais, Royal Salute, para comemorar a ocasião. A oferta da edição limitada Royal Salute 50 Year Old em 2003 honrou o quinquagésimo aniversário de coroação da rainha, e em 2004, a empresa lançou a Royal Salute 100 Cask, engarramento derivado de 100 barris para cada lote produzido. Um ano depois, a Chivas lançou a Royal Salute 38 Year Old Stone Of Destiny — nomeado em homenagem à pedra de coroação escocesa — na qual nenhum dos ingredientes tinha menos de 38 anos.

Em breve, a destilaria exportará mundialmente o apogeu do uísque escocês blended —  uma oferta majestosa batizada com base na mais impressionante de todas as saudações de canhão, o salvo de 62 armas disparado todo mês de junho na Torre de Londres para marcar o aniversário do nascimento e ascenção da rainha. Mas a esvoaçante emanação da Royal Salute 62 Gun Salute não vem do tiro de um canhão; ao invés disso, vem da turfa utilizada nas receitas maltadas dos uísques — cada um com no mínimo 40 anos — que fazem parte desse complexo destilado.

“Esses uísques são muito antigos, muito raros, e muito preciosos”, diz Colin Scott, mestre blender da Royal Salute. “Nós temos uma tradição e herança de separaramos os barris. Por isso, nós temos uísques fantásticos para escolha e mistura, resultando na criação do Royal Salute 62 Gun Salute.”

Envelhecido em barris que já comportaram bourbon e xerez e engarrafado com teor alcoólico 43, o uísque liberta aromas frutados que preenchem a sala e a taça. Essências de madressilva, couro e marzipã precedem paladares de cereja e citros na demorada finalização.

Apenas 1.000 garrafas de cristal Dartington, com um litro, adornadas com ouro (US$ 2.200) serão feitas inicialmente, apesar da entrada definitiva no portifólio de uísques da empresa. “Na Royal Salute, nós lidamos com barris com potencial de envelhecimento”, diz Colin. “Depois de 40 anos, a dose do santo [levada pela evaporação] é quase o barril. Sobra realmente muito pouco volume em cada barril que selecionamos. É melhor aproveitar esse uísque antes que ele desapareça.”

Godiva mescla chocolate e vodca

Existe uma certa sofisticação inerente em parear chocolate com doses de vodca. Alguns restaurantes tem ambos no Dia dos Namorados, homenageando as virtudes afrodisíacas do chocolate. E muitos coqueteleiros orgulham-se de suas criações com chocolates, que podem ser simples como guarnições de Hershey Kiss, ou complicadas elaborações da caldas e creme de cacau. Mas tudo isso parece passé com a chegada do Chocolate Infused Vodka da Godiva (US$ 29,99). E como é de se esperar das mais elegantes expressões de habilidade em chocolates, a vodca tem sabor.

Sobe a supervisão de Thierry Muret, mestre chocolatier da Godiva, uma vodca de grãos nobres é quintuplamente filtrada para obter uma suavidade limpa e fresca digna da cremosidade dos chocolates Godiva. Então, chocolate preto de primeira linha, escolhido à mão, é cuidadosamente mesclado à vodca, fundindo com o destilado. O resultado é uma riqueza trufada que permeia a bebida, melhor servida fria e pura. E para os viciados no Chocolate Raspberry Truffles da Godiva, há a versão Chocolate Raspberry Infused Vodka (US$ 29,99), com a mesma textura de dar água-na-boca. Sirva com uma framboesa inteira antes da degustação, para o melhor em sobremesas líquidas.

Charbay Brandy No. 83

Ao contrário do Cognac, que deve ser feito na região de Cognac, França, o conhaque pode ser feito em qualquer lugar. Ainda assim, é uma agradável surpresa descobrir que um dos mais novos e complexos conhaques vem de Napa, Califórnia, uma área normalmente associada ao vinho. Mesmo assim, este não é um conhaque típico da Califórnia. Foi criado por Miles Karakasevic, da décima segunda geração de uma família ioguslava de destiladores, que fundou sua destilaria Charbay em Mendocino, no ano de 1983. Embora Karakasevic já tenha destilado de rum a tequila em Charbay, seu primeiro empreendimento — após graduar-se como destilador e enólogo na Universidade de Belgrado e ter trabalhado em inúmeras vinícolas da Califórnia — foi esse conhaque.

Daí o seu nome Brandy nº 83 (US$ 350,00 por 750ml; US$ 185,00 por 375ml), pois foi destilado e colocado em barris de carvalho francês em janeiro de 1983.

Em 08 novembro de 2010, foi finalmente engarrafado com 40% de teor alcoólico. Bidestilado em alambiques charentais trazidos da França, e com raro vinho Folle Blanche como base, este conhaque artesanal de 27 anos em edição limitada é parte da série Medallion Collection e entrelaçado com cerejas, chocolate, frutas cítricas, e marzipã, com um leve traço de nozes. Um conhaque clássico, de um mestre destilador de formação clássica, só está disponível diretamente a partir da Charbay Still House em Santa Helena, Califórnia.

Aniversário 500 de Bénédictine: O segredo centenário de um monge

Se fosse dado ao monge beneditino Dom Bernardo Vincelli um bolo de aniversário em homenagem ao licor de ervas criado por ele, existiriam velas suficientes para iluminar sua abadia, pois 2010 marca os 500 anos do licor Bénédictine. Em 1510, na Abadia Fécamp na Normandia, França, Dom Vincelli baseou-se no conhaque para produzir um complexo elixir onde 27 ervas e temperos foram infundidas, destiladas, e envelhecidas múltiplas vezes dentro de um período de dois anos. Em 1789, durante a Revolução Francesa, esse receita desapareceu mas foi redescoberta em 1863 por um comerciante de vinhos e colecionador de arte medieval, Alexandre Le Grande, que a rebatizou D.O.M. Bénédictine. D.O.M. é latim para “Deo Optimo Maximo” — Para Deus, maior dos bons, maior dos maiores.

Para essa celebração centenária, foram produzidas em edição limitada as garrafas Black Monk, um tributo às negras vestes talares dos monges beneditinos, gravadas com rachaduras que lembram os potes originais da bebida. O rótulo com fios de ouro lembra a alquimia, e um selo dourado reproduz o brasão da abadia de Fécamp. Dentro está o mesmo doce, apimentado e cítrico licor que inspirou coquetéis como o Singapore Sling e Vieux Carré, para armazenar a receita secreta por mais 500 anos.